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Promotor de justiça move ação civil pública para exigir educação inclusiva

O 3º Promotor de Justiça Vinicius de Melo Lima moveu no dia 05 de setembro uma Ação Civil Pública (ACP) em face do Estado do Rio Grande do Sul e do município de Torres, cidade do litorial gaúcho. A ACP movida pelo promotor exige acessibilidade nas escolas do município. É importante ressaltar que garantir escola inclusiva não é apenas oferecer matrícula. Existem diversos apoios pedagógicos e estruturais que são fundamentais à qualidade do ensino (o transporte escolar acessível é um exemplo).

O Portal Inclusão Já! manifesta imensa satisfação em divulgar tal iniciativa, pois a atuação do ministério público em todas as cidades do país é fundamental para a garantia dos direitos fundamentais da população com deficiência em relação ao acesso e à permanência na escola comum.

Muitas são as famílias que buscam escolas para seus filhos e recebem um “não” como resposta. Seja em escolas públicas ou privadas. Em outros casos, além do “não”, essas pessoas são orientadas a depositar seus filhos em classes e escolas especiais — o que fere seus direitos constitucionais. No extremo, o “não” condena seus filhos ao sofá de casa, no isolamento social quase absoluto. Sem contar os casos em que o aluno é matriculado e tem um atendimento desumano e desidioso, sem apoios pedagógicos ou estrutura básica de acessibilidade. A cada “não” que uma família receber das escolas — e diante do descaso do poder público –, um promotor de justiça deverá se levantar. Lutamos para que ações como essa ocorrida em Torres se multipliquem, e que recaia a vergonha sobre aqueles que ainda teimam em manter seres humanos segregados em classes e escolas especiais. Esses estão na contramão da história e lutam contra os direitos humanos.

Parabéns ao promotor Vinicius de Melo Lima e a todos os promotores deste país que não se rendem ao imobilismo, que estudam e se aprofundam no direito constitucional que garante o direito à educação sem discriminação de qualquer espécie.

Para ler o texto completo da ACP movida pelo digníssimo promotor, acesse: ACP acessibilidade nas escolas de Torres.

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Curso de braile gratuito pela internet

O Braille Virtual é um curso on-line baseado em animações gráficas e destinado à difusão e ensino do sistema Braille a pessoas que vêem. O site do curso, realizado pela Universidade de São Paulo e a Rede SACI, também está disponível em inglês e espanhol.

Acesse aqui o site do curso.

Metodologia do Curso Braille

As pessoas que vêem não precisam do tato para ler em Braille. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia.

O Braille Virtual é uma animação gráfica que pretende facilitar o aprendizado do sistema. Com os símbolos divididos em grupos de 10, o usuário poderá perceber primeiramente quais pontos formam cada letra Braille. Num segundo momento há a repetição de cada letra, no intuito de facilitar a memorização. Terminada a animação, o usuário pode clicar em cada célula Braille disposta para repetir o aprendizado. A partir do segundo grupo de letras, ao se acrescentar ou retirar apenas um ponto do grupo anterior, forma-se um novo grupo de letras, acelerando o processo. O Braille Virtual é um curso livre e não oferece certificado.

Ficha técnica

Autoria:

Universidade de São Paulo – USP
FEUSP/LABRIMP – Faculdade de Educação da USP/Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos
CECAE – Coordenadoria Executiva de Cooperação Acadêmica e Atividades Especiais da USP
Projeto USP Legal – A USP aprendendo a conviver com a deficiência
Rede SACI – Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação

Criação e Direção:
Profa. Dra. Nely Garcia   
Educação Especial FEUSP    

Direção:
Profa. Dra. Tizuko Morchida Kishimoto
Educação Infantil FEUSP

Tradução:
Inglês: Felipe Monteiro de Carvalho
Espanhol: Giovanni Ferreira
Revisão: Profa. Dra. Isabel Gretel  
Maria Eres Fernández

Produção:
Giovanni Ferreira – Graduando em Pedagogia FEUSP
Radamés Ajna – Graduando em Física IFUSP
Felipe Monteiro de Carvalho – Graduando em Engenharia POLI-USP

Agradecimentos:
Ruth Elisabeth de Martin – Educadora do LABRIMP
STIFE – Seção Técnica de Informática FEUSP
Comunicação e Mídia FEUSP

Animação “Este é o ponto”

Este ano, alunos do Ensino Médio em Campinas participaram de um projeto chamado Ciência e Arte nas Férias, promovido pela Universidade Estadual de Campinas. O resultado de uma das oficinas você poderá conferir a seguir, assistindo à animação “Este é o ponto”. Logo abaixo, leia também um breve relato da professora Maria Teresa Eglér Mantoan, que concebeu o projeto e o coordenou.

Ficou um primor. Os estudantes fizeram o roteiro, os desenhos, as animações, a sonoplastia e até a trilha sonora é exclusiva. Vamos divulgar!

Sobre a produção da animação “Este é o ponto”

O projeto que deu origem a essa animação foi, originalmente, um outro. Mas, como sempre, nosso grupo de pesquisa TODOS NÓS – Unicamp Acessível não é de planejar uma ação e realizá-la exatamente como é prevista. Não se trata de desorganizaçáo ou de improvisação, mas de uma tendência do grupo de perseguir o impulso criativo e tomar rumos inusitados para chegar onde quer.

O objetivo era ensinar o que é acessibilidade para um grupo de jovens do ensino médio, como proposta de trabalho a ser desenvolvida na 9a. Edição do Ciência e Arte nas Férias. Este programa da Universidade Estadual de Campinas, que traz os alunos das escolas públicas para o campus e oferece inúmeras atividades, promovidas pelas áreas de conhecimento das unidades acadêmicas, é muito interessante. Os alunos gostam muito de participar das oficinas, dos projetos que os docentes “bolam” para fazer com que a ciência e a arte produzidas na Unicamp sejam compartilhadas e sirvam de estímulo, de convite à pesquisa, aos estudos superiores.

Resolvemos dar o melhor de todos nós para mostrar aos alunos o que fazíamos na Unicamp para proporcionar aos alunos com deficiência um ambiente educacional inclusivo. Mas a idéia foi se estendendo, ultrapassando os limites do projeto inicial e resolvemos dar uma grande guinada nele: foi assim que criamos uma animação sobre acessibilidade (assista ao vídeo acima). A iniciativa contou com a arte do Gustavo Tomazi, o dinamismo da Deise  Pupo, a contribuição dos funcionários da Biblioteca Central Cesar Lattes, dos bolsistas do Laboratório de Acessibilidade da Biblioteca Central – LAB e do pessoal do Laboratório da Imagem e do Som – LIS do Instituto de Artes da Unicamp, além da ajuda de muitas pessoas que se associaram ao nosso projeto. As ideias, aos poucos, foram se compondo e nasceu o “Este é o Ponto”. Fomos , de fato, ao ponto.

Muitos  foram entrevistados e palestraram para os alunos do ensino médio sobre suas experiências como pessoas com deficiência (veja as fotos desses momentos ao fim da animação). Eles transmitiram a todos o modo como encaram a vida e foi extraordinário conhecê-los de perto, partilhar seus sentimentos, valores, sonhos, dificuldades no cotidiano e desafios de toda ordem.

Depois das palestras e das entrevistas, fomos vendo acontecer a animação da oficina (nas oficinas de animação). Era enorme o envolvimento dos alunos (sem contar os outros alunos, que fugiam de suas oficinas para participar da nossa).

Produzir o desenho animado foi mais do que um aprendizado sobre a acessibilidade, mas a acessibilidade na prática, como a condição pela qual podemos, na medida de nossas capacidades, estar com o outro, perceber e conviver com as diferenças.

No mais, é o que vocês apreciaram assistindo ao vídeo e se deliciando com suas cenas.

Um abraço,

Maria Teresa Eglér Mantoan

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