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Notas de apoio

Carta da coordenadora de EaD/UNIPAMPA para a presidenta

 

Carta de Amanda Meincke Melo, cordenadora do EaD da UNIPAMPA:

Prezada Presidenta Dilma Rousseff,

Escrevo esta mensagem para manifestar minha preocupação com a revogação do Decreto 6571/2008, substituído pelo Decreto 7611/2011. A Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva provocou (e tem provocado) todo um processo de ressignificação do direito das pessoas com deficiência à educação e à convivência em sociedade. Em contato com professores de escolas públicas, em palestras e/ou projetos de extensão, percebo cada vez mais um avanço no entendimento do que significa incluir a todos indistintamente. Apesar dos desafios, trata-se de um caminho reconhecido como “sem volta”. A publicação do Decreto 7611/2011 obscurece o que significa promover uma educação inclusiva, possibilitando às classes e escolas especiais oferecerem “educação especial”, bastante diferente do AEE – Atendimento Educacional Especializado. Tenho esperança que cada vez mais possamos trabalhar numa proposta de educação e desenvolvimento de serviços públicos não segregacionistas.

Att.
Amanda Meincke Melo
Profª Drª em Ciência da Computação
http://ammelobr.blogspot.com/
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UNIPAMPA – Universidade Federal do Pampa
Coordenadora de EAD da UNIPAMPA
Docente no campus Alegrete

“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. (…) Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.” (Declaração Universal dos Direitos Humanos)

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Discussão

4 comentários sobre “Carta da coordenadora de EaD/UNIPAMPA para a presidenta

  1. Entendemos a posição de vcs e o ideal é anular-se toda forma de segregação, mas o que pensam as familias dos deficientes? Vcs já fizeram pesquisa sobre a nossa opinião?A grande maioria prefere a manutenção das escolas especiais pois a escola inclusiva na prática, ainda é uma utopia, pois como exemplo cito o municipio de São Pedro da Aldeia (RJ), onde resido atualmente:
    população de 88 mil habitantes; nenhum espaço nas escolas públicas estaduais e ou municipais para atendimento especializado; sem políticas públicas para pessoas com deficiência.
    Todas as escolas são inclusivas, dizem os dirigentes públicos, mas e a estrutura ? Existe uma distância enorme ente os ideais de vcs(que, repito, são belíssimos) e o que há realmente de oferta para nossos filhos. O que vivenciamos é os deficientes estarem matriculados para contar nº, dentro dos relatórios estatísticos e validar os tratados internancionais. São submetidos a humilhações e preconceito de colegas de classe, (bulling),
    indiferença de professores despreparados e outras coisas mais.
    Nossos nomes : José Francisco dos Reis Neto e Juraci Costa de Souza dos Reis, pais de um autista, com retardo mental, de 19 anos. Residimos na cidade há sete anos, igual tempo que nosso filho está sem escola ,porque segundo avaliações de “especialistas em educação”, não alcançou ainda a condição de interagir socialmente( usa fraldas, não tem comunicação verbal, etc); somos orientados a buscar os serviços de Apaes ou Pestalozzis( nem existem na cidade). O mesmo acontece em cidades vizinhas(Cabo Frio, Araruama, Iguaba Grande), pois já tentamos vagas neste locais, sem sucesso. Na verdade já existem muitas escolas inclusivas(por força das Leis), mas bem poucas, praticam a educação inclusiva de qualidade.
    Lutamos sempre para que o ideal da inclusão possa acontecer de fato, mas somos limitados pela falta de participação das famílias que, sem orientação, acabam deixando-se levar pelas hábeis manobras dos políticos dirigentes do Executivo e Legislativo municipal)
    Fraternalmente
    JFReis Neto e Juraci Reis

    Publicado por José Francisco dos Reis Neto | 29/11/2011, 14:49
    • José, tudo bem? Você matou a charada!!! Veja como as famílias estão fragilizadas em meio a tudo isso. Enquanto não lutarmos, como sociedade civil organizada, para pressionar os governos a oferecerem escola inclusiva, NADA VAI MUDAR. Outros pais e mães como vocês vão passar a mesma coisa que vocês passaram (e passam) com o seu filho. Aliás, ele tem direito de ser matriculado na EJA, pois já tem 19 anos. Vocês já procuraram o Ministério Público? Precisamos fazer o controle social. É um crime seu filho estar sem escola desde os 12 anos de idade! Os gestores públicos não podem passar impunes a essa violação de direitos.

      MAS DE ONDE VEM ISSO???

      É preciso que tenhamos uma postura crítica em relação ao modo como tudo está assentado, engessado, consolidado. A escola comum não recebe ou recebe mal porque isso faz parte de um contexto histórico que precisamos romper. As instituições, que fazem lobby para que a educação especial continue vigente no seu modelo sobstitutivo da escola comum (legitimada e financiada pelo poder público), não auxiliam a sociedade na construção de um sistema que garante educação a todos. Há muitos municípios onde crianças e jovens não têm sequer escola especial. Nada… E qual o motivo disso? Porque, historicamente, tudo bem segregar. Aliás, É BOM SEGREGAR. Pior, a ÚNICA SAÍDA É SEGREGAR. Então, onde não há escola especial, não há nada, mesmo, porque isso não é problema da escola comum… Veja a gravidade. O reflexo disso é uma sociedade que não legitima a presença da pessoa com deficiência na escola comum. Esta, por sua vez, nunca se prepara (porque encaminha o “problema” para a escola e a classe especial, quando existe). Se a gente não romper de verdade com essa situação estabelecida, a roda da exclusão continuará a girar, e girar…

      Publicado por Inclusão Já! | 30/11/2011, 1:32
  2. Temos um histórico no Brasil de evolução política, social, educacional, etc… Somos ainda uma nação em contrução nesses aspectos e ainda outros. Na minha opinião, campanhas de conscientização, veiculadas nos meios de comunicação mais assessiveis ao povo, como televisão, rádio, pois nem todo brasileiro tem assesso à internet ainda e é conhecedor das evoluções políticas educacionais. Há uma “ignorância” muito grande ainda em relação a muitos aspectos, principalmente sobre inclusão/exclusão. Há professores que ainda resistem à presença de um aluno especial em sua sala. Há pais que não querem seus filhos especiais na escola ou não acreditam que isso daria certo. Há muito o que ser feito para que se concretizem as políticas educacionais de inclusão nas escolas publicas. Mas acima de tudo, ainda acredito em programas de conscientização, o que o Brasil precisa, é de informação para seu povo, para que estes, devidamente atualizados, comecem uma nova história, e aprendam, e enxerguem, e abram novas possibilidades forçando seus políticos a atuarem nesse sentido. Chega de segregação! Esse tema pode e deve ser abordado, discutido ao alcance de todos! Deixo aqui minha opinião e parabenizo os esforços das pessoas envolvidas nesta questão de inclusão.

    Publicado por Elisandra Valquiria Gianotto de Souza | 30/11/2011, 17:12
    • Elisandra, obrigada pela sua contribuição. Você tem toda razão!!! É preciso informar a população e fazer com que cada vez mais questionemos a naturalização da segregação de pessoas com deficiência. O Inclusão Já! nasceu este ano, depois que sentimos as ameaças à educação inclusiva (veja no que deu e não estávamos erradas!). Quem sabe aqui temos um embrião disso que você sugere! Vamos em frente, que é para frente que se anda. Um abraço!

      Publicado por Inclusão Já! | 30/11/2011, 23:58

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