//
aquivos

Arquivo para

Alesp recebe manifesto pela inclusão escolar

Claudinha Caroprezo e More Ventura entregam manifesto na Alesp

Hoje, dia 07 de julho, dia da mobilização Nacional para a entrega das primeiras assinaturas do Manifesto em defesa da Inclusão Escolar (assine aqui!), o movimento em São Paulo contou com a ação de Claudia Caroprezo, More Ventura e Jacqueline Ventura. Os três  entregaram e o protocolaram na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo as primeiras 11 mil assinaturas. A comitiva foi recebida pelo secretário da presidência da casa, que se comprometeu a encaminhar o documento para o presidente no mesmo dia.

E a ação não parou por aí. Após a entrega na Alesp, os três foram para o vão do Masp, na Avenida Paulista, para a distribuição de panfletos explicativos sobre o manifesto. Muitas pessoas se interessaram e apoiaram a causa. Em apenas 25 minutos, foram distribuídos 500 panfletos. E essa história está só começando.

 

Veja o vídeo da panfletagem no Masp. Junt@s somos fortes!

Anúncios

A inclusão e o seu mistério

 

Por More Ventura*

Penso assim, me “dizem pense assado!”
Me visto desse jeito, me dizem “tá apertado!”
Quero ser eu, dizem que estou alienado!
Vista isso! Coma aquilo! Pense assim! Vote em mim!
Sorria para a câmera, você está sendo filmado
Tira o cotovelo da mesa, isso é coisa de mal educado!

Sorria pra foto, mas se for de documento,
Faz cara de sério, respeita o momento!
Porque de resposta se junta,
Por que de pergunta se separa,
Mas por que essa mania de só se juntar quando a coisa tá clara?

Amigos, o que eu vou escrever agora é de coração!
Parece que muita gente não compreende o mistério da inclusão
Há pouco tempo, eu não tinha noção, de quem eram as pessoas
Que incluo agora no meu coração

Aconteceu tal fato, tal transformação,
Quando a “Dias Adriana” me incluiu num grupo de discussão .
Para o mundo dos discutidores, eu fui trazido
E por seus planos, em pouco tempo, fui abduzido
Até que percebi que seus planos nos meus, estavam incluídos!

Depois de uma madrugada
Que de tantas mensagens no Guiness devia ser incluída
Com o roteiro eu fui dormir, da Assembleia para a avenida
Acordei e fui mais minha esposa, à Assembleia Legislativa
Lá nos juntamos à Claudinha, e fomos incluídos de forma ativa
Em seus relatos de superações, e vitorias duras, mas altivas!

Passeamos pela Assembleia e, entrando no plenário,
Vimos uma cena, do normal o contrário
Uma catadora de lixo, para reciclagem
Mostrando para os deputados – uma bela abordagem,
Se fosse só para aquilo, já tinha valido a viagem!

Sem cerimônias, nem apresentação,
Com o manifesto fomos incluídos na presidência da mansão
Levando a carta de cobrança, protocolando para consideração
Depois do passeio soberbo, a Paulista incluímos no roteiro
E fomos incluídos na história do panfleteiro

Solitário de baixo do grande vão, lutando contra o povo inteiro
Em vinte minutos, incluindo mais cinco, de muitas ações e reações
O assunto da inclusão foi incluído, em meio milhar de corações

Claudinha e Jacque de sorriso inteiro,
Eu de roupa pela metade
Fomos incluídos em nosso mundo interior,
Ampliando nosso potencial e nos conhecendo de verdade!

Esta é a historia da inclusão e do seu mistério
Começa no mundo exterior, e pra dento volta seu ministério
Quando nos preocupamos, com a inclusão de quem tem deficiência
Permitimos se manifestar, incluindo em nossa aparência,
A diferença que nos faz especiais, que reside na nossa essência

*More Ventura é professor de Bíblia, história e cultura judaica e contador de histórias há dezessete anos. Atuou como rabino por seis anos na sinagoga Beit Yaacov, em São Paulo. É membro colaborador da comissão de liberdade religiosa da OAB, membro da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania, diretor da Associação Campestre de São Paulo e diretor de voluntariado no Baresi. Fez a entrega do Manifesto pela Inclusão na Assembleia Legislativa de SP e produziu um vídeo sobre a panfletagem na Avenida Paulista (veja mais).

Educação Inclusiva será tema de audiência pública na Câmara dos Deputados

Entidades defendem manutenção integral da meta 4 do PNE

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e dos Idosos (Ampid) e entidades como a Rede Inclusiva participarão de uma audiência pública a ser promovida em agosto pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados para debater a Meta 4 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata da universalização do atendimento escolar para as crianças e adolescentes com deficiência. Essa foi umas das decisões tomadas nessa quarta-feira (6/7) em reunião entre representantes da Ampid e de outras entidades ligadas às pessoas com deficiência com a professora e presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, deputada Fátima Bezerra.

O encontro foi marcado pelo deputado Paulo Pimenta (PT/RS) e contou com a participação de mais de 20 representantes de entidades ligadas aos direitos das pessoas com deficiência, como Cláudia Grabois, representante da Inclusão Já e da Rede Inclusiva e a diretora de Políticas de Educação Especial do MEC, Martinha Claret. “A reunião com a deputada Fátima atendeu plenamente as nossas expectativas e a audiência pública servirá para que possamos mostrar a importância da educação inclusiva”, afirmou a promotora potiguar de Justiça e presidente da Ampid, Rebecca Monte Nunes Bezerra.

A Ampid está preocupada com propostas de emendas apresentadas à Meta 4 com o objetivo de diferenciar o atendimento às pessoas com deficiência. “Defendemos a redação da Meta 4 como defendido pelo MEC, pois ela está em consonância com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, defendeu Rebecca Nunes.

“O espaço mais importante na construção da cidadania é a escola e é lá que todas as crianças e adolescentes devem estar, tenham ou não deficiência”, conclui a promotora Rebecca Nunes. Na reunião de ontem (6/7) com a deputada Fátima Bezerra, foi entregue uma nota da Ampid “Em apoio à política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva”, na qual eles defendem que os institutos de atendimento especializados de surdos, cegos e de pessoas com deficiência intelectual atuem de forma complementar, continuando a desempenhar o seu importante papel no contraturno do horário escolar regulamentar.

Retrocesso
A professora Maria Teresa Mantoan, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferenças da Universidade de Campinas e estudiosa do assunto desde 1992, também defende a Meta 4. “Mudanças seriam uma retrocesso a tudo o que foi construído até o momento. A educação inclusiva traz benefícios não apenas aos alunos com deficiência, mas a toda a comunidade escolar”, defende. Para ela, as escolas especiais representam um conservadorismo das instituições que cuidam das pessoas com deficiência e que, “infelizmente, não estão evoluindo no que deveria ser a meta fundamental, que é assegurar os direitos das pessoas com deficiência a uma vida cidadã”.

A deputada federal Fátima Bezerra garantiu todo o apoio necessário para às entidades e disse que na próxima reunião da Comissão de Educação e Cultura vai apresentar um requerimento, junto com o deputado Paulo Pimenta, para que seja realizada a audiência pública na segunda quinzena de agosto. “Comungo do mesmo ponto de vista conceitual de vocês, de que o atendimento às pessoas com deficiência deve ocorrer no ambiente escolar, e vamos lutar para que não haja retrocessos no PNE”, afirmou.

Desde que a educação inclusiva passou a fazer parte da Política Nacional do Ministério da Educação, em 1998, houve um aumento de mais de 640% de matrículas de estudantes que necessitam de atendimento especial no ensino regular. Em 1998, eram 43.923 alunos e no ano passado foram 484.332 estudantes “especiais” matriculados em classes comuns.

via Fátima Deputada Federal.

[Nota do Inclusão Já!: o texto foi retiado do blog da deputada Fátima Bezerra e, por isso, seu conteúdo não foi alterado. Mas registramos que “atendimento especial” deve ser interpretado como “atendimento educacional especializado”, serviço da educação especial complementar ou suplementar à escolarização dos alunos público-alvo da educação especial. Além disso, ao nos referirmos a esse público, evitamos os termos “alunos especiais”, optando por usar a terminologia adotada pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com  Deficiência. Dessa forma, a forma de referência adotada pelo Inclusão Já! é “alunos com deficiência”.]

Petistas apoiam políticas de inclusão de pessoas com deficiência

Nesta quarta-feira (6) movimentos da sociedade civil entregaram ao líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), à Presidente da Comissão de Educação, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), e ao deputado Paulo Pimenta (PT-RS) o Manifesto – Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – CUMPRA-SE!, abaixo-assinado em defesa da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

Trata-se de uma petição online, lançada há dois meses (sem data para sair do ar) e que já conta com mais de 10 mil assinaturas. São signatários pessoas da sociedade civil e entidades que defendem o direito à educação inclusiva, de acordo com o capítulo 24 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), que trata da temática da “Educação”. O intuito do grupo, composto por pessoas com deficiência, representantes de pais, educadores, profissionais que atuam na área e membros do Ministério Público, é chamar a atenção das autoridades para a importância da garantia dos avanços conquistados nos dois governos anteriores.

A petição on-line permanecerá no ar por tempo indeterminado e seu conteúdo (bem como a possibilidade de assinatura) encontra-se no link:

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=INCLUSAO

Assessoria Parlamentar

via Petistas apoiam políticas de inclusão de pessoas com deficiência (PT na Câmara).

Categorias

Arquivos

Inclusão é todo dia!

julho 2011
S T Q Q S S D
« jun   ago »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Anúncios